sábado, 22 de setembro de 2012

Você era a minha paz..

Eu me lembro da esquina, eu me lembro de como aconteceu e como foi perfeito, eu lembro como aquele lugar se tornou o nosso refugio, como se a esquina fosse os opostos se encontrando, foi o nosso encontro, foi a nossa oposição, nossa disposição... Tem dias que quero um abraço, o seu abraço, tem dias que quero suas mãos envolvendo as minhas, tem dias que quero aquela dor no pescoço de tanto olhar para você, eu tão pequenina  perto de você, tão frágil, você tão alto, tão grande, tão seguro; tão meu... E eu o deixei ir, e me senti tão fraca, eu não tinha mais você para me segurar, senti tanta falta, doeu tanto... eu me acostumei com a dor, com o tempo eu nem percebia que doía, eu não soube mais de você, eu não o vi mais no nosso refugio, eu não sabia mais sobre a sua vida, você já não fazia parte da minha... mas depois de tanto tempo você quis conversar, eu quis ouvir, eu quis ter o tempo que perdemos, eu quis dizer sim para as suas vontades, eu quis o que havia sido, mas o tempo passou, e o amor já não é o mesmo, ele sempre vai existir, mas ele não é o mesmo, a dor continua aqui, agora um pouco latente, agora evidente, eu segui sem você, eu pude seguir, eu consegui... Você sempre disse que eu era a sua paz, e eu quis tanto que eu fosse a paz que você procurava, você foi a minha paz, você sempre sera a minha paz...

sábado, 15 de setembro de 2012

“Eu te amo. Mesmo negando. Mesmo deixando você ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo não olhando mais nos teus olhos. Mesmo não ouvindo a tua voz. Mesmo não fazendo mais parte dos teus dias. Mesmo estando longe, eu te amo. E amo mesmo. Mesmo não sabendo amar.”

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O celular tocou, tocou e tocou consecutivas vezes, mas eu não atendi, não atendi por saber que era errado e por saber também que você é o meu ponto fraco e por você o ser eu não resistiria... Eu não diria não, eu não negaria uma longa conversa, ele tocou alguns dias seguidos, inúmeras vezes, eu não atendi, no fundo eu queria, mas não podia... Então o silêncio veio, e com ele veio também a vontade de ligar, mas eu também não liguei, eu brinquei com algum jogo bobo, escrevi alguns rascunhos, li tantos outros e não liguei... Então eu pensei que deveria contar, que deveria ligar e dizer tudo o que eu não disse naquele dia que nos encontramos, achei que deveria gritar tudo o que eu passei, pensei que se eu lhe contasse eu ficaria aliviada, por você saber o que eu senti e assim de alguma forma sentir também como doeu, mas já faz tanto tempo, a minha casa já não esta igual, eu cortei o cabelo, troquei o colchão que tinha seu cheiro, mudei a disposição dos moveis, tirei todas as lembranças visíveis de você e coloquei em uma caixa, rasguei todas as paginas dos  meus cadernos que continham algo sobre você, eu cheguei a esquecer o seu rosto, eu segui... Mas você foi motivo e  impulso para inúmeras coisas, "talvez tenha sido o fato de você partir que me  ensinou tanta coisa" talvez tenha sido o fato de não termos evitado aquele sentimento que nos transformou... Eu comecei a escrever, comecei a me comunicar mais, alguns disseram que eu estava buscando uma válvula de escape, mas na verdade eu estava começando a fazer o que eu gostava e queria e o fato de você ir me mostrou que eu estava deixando o tempo passar. Eu comecei por você, escrevi sobre você, como doeu, como eu senti a sua falta, como eu fiquei triste quando eu esqueci o seu rosto, eu comecei por você, pois você havia colocado um ponto final na pessoa que  eu era. 

domingo, 5 de agosto de 2012

Não dormi, eu te segurei aqui até não poder mais, pois eu sabia que após sua partida eu ira procurar os sinais, e o pior é que sempre encontramos quando procuramos... Mas eu não consigo acreditar que depois de tudo, ainda haja um sinal para ser encontrado. Sera que não percebe que machuca, que parte o coração em mil essas poucas palavras, ditas e escritas. É como se pegasse toda a confiança que demorou a ser recuperada e a jogasse fora, é a sua palavra que se perdeu, os meus sentimentos que foram anulados... Eu não quero essa sombra, eu não quero saber desse adeus que nunca sera dado...Eu peguei o telefone para ligar e perguntar como pode fazer isso comigo, é um sentimento de traição, é como se tudo o que disse fosse mentira, mentiras cruéis que nos levaram adiante. Eu sei da situação, eu sei que é um momento difícil, eu entendo o que você  quer fazer, mas quantas vezes falamos disso, sabe como é o meu ponto fraco. como me doí toda essa historia e parece que não se importa. esquece quem esta aqui, e esquece que eu nunca esqueci tudo o que aconteceu e não esquecerei o que acontece agora.   

sexta-feira, 13 de julho de 2012

"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos."

domingo, 17 de junho de 2012

As cartas que eu não mando...

As palavras somem, eu tento dizer e não consigo, eu queria gritar tudo o que eu senti, eu queria dizer tudo o que eu escondi, responder as perguntas que eu fiz, pois eu sempre soube todas as respostas, eu escrevi milhões de vezes, e todas as vezes eu desisti, e depois de tanto tempo... bem eu segui, eu não sou a mesma de antes, eu não sou aquela que escreveu uma frase na capa do caderno, eu admito que também guardei todas aquelas coisas, que aquele vídeo ainda esta arquivado em alguma pasta oculta... eu só sei que há muito tempo eu não reviro aquela caixa, eu sei que tem muito tempo que eu não tiro nada  pra lembrar do passado... Eu segui, eu caminhei, não olhei para trás para ver se alguém acenava, eu fui andando, e é claro que eu sonhei inúmeras vezes que alguém seguraria a minha mão e me pediria para esperar, mas isso não aconteceu e eu fui caminhando, e fui passando por aquele estagio, depressão-raiva-saudade-aceitação, e eu sobrevivi a esse estagio, e ninguém correu atrás de mim, ninguém parou para perguntar se eu estava bem e isso não  me fez parar de caminhar... E eu segui... eu contruí outro caminho, outra historia, uma versão nova...  E agora depois de todo esse tempo, depois de colocar em cima daquelas lembranças novas lembranças, eu escuto aquele grito, eu vejo passando pela rua e me parte o coração,  eu vejo o celular tocar e não quero atender, eu invento um ninguém para explicar.. e eu lembro que antigamente eu daria tudo para que ele tocasse... mas hoje não...hoje eu não quero nada daquele passado, hoje isso me da medo. Hoje eu senti que aquilo não era paz, que eu não poderia ser... que nunca teria dado certo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Quando minha mãe e meu pai brigavam e ele saia e a deixava falando sozinha eu pensava que isso era bom, pensava que assim as coisas se resolveriam sozinhas, que evitaria desgaste, eu não entendia porque minha mãe achava tã ruim, não entendia por que era tão dificil para ela.... Até que um dia, em uma dessas brigas ele saiu, a deixou falando sozinha e... e nunca mais voltou... E ela não se desesperou, não chorou como das outras vezes, então eu entendi que evitar desgastes não resolvia os problemas, então eu entendi que ele nunca lutou para que houvesse um entendimento, entendi que ele evitava por puro egoismo... E eu esperei, por noites esperei que ele voltasse, esperei por um beijo de boa noite, por dias eu esperei, por dias eu imaginei que ainda houvesse algo que os unisse... Mas não, ele nunca voltou, ela nunca chorou, nem nunca o esperou, e acho que nunca quis que ele voltasse... Eu não sinto raiva dele por ter ido, mas as vezes sinto por nunca ter ficado, não sinto raiva dela por não ter chorado quando ele se foi, mas as vezes sinto por ela ter chorado tanto quando ele estava não estando... Nunca quis que ele voltasse para ela, mas quis que ele voltasse para mim, quis que ele ficasse por mim. 
E hoje eu quero, eu preciso de alguém que fique, que fique mesmo que diga coisas que ira se arrepender, que ira me magoar, hj eu preciso de alguém que fique, que me diga que eu estou passando dos limites, alguém que eu possa contar, eu quero alguém que se desgaste tentando, e não evitando. Eu quero chorar por alguém que esteja presente, eu ainda quero chorar... Eu me faço de forte, mas no fundo não passo de uma garotinha fragil que as vezes ainda espera por beijo de boa noite...